Projetos Portuários

A AMPORT - Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica, representa 12 empresas que possuem Terminais Portuários de Uso Privativo (TUP), Estações de Transbordo de Cargas (ETC) ou são Arrendatárias de Instalações Portuárias: Cargill Agrícola S.A., CIANPORT – Cia Norte de Navegação e Portos, Hidrovias do Brasil, Imerys S.A., Louis Dreyfus Company Brasil S.A., Mineração Buritirama S.A, Norsk Hydro S.A, Porto Chibatão Navegação e Comércio Ltda, Terminal de Grãos Ponta da Montanha – TGPM, Termogás S/A, Transportes Bertolini Ltda e Unitapajós.

Estação de Transbordo de Cargas (ETC) é considerada uma "instalação portuária situada fora da área do porto organizado, utilizada, exclusivamente, para operação de transbordo de cargas destinadas ou provenientes da navegação interior".

Terminal de Uso Privado (TUP) é “a instalação, não integrante do patrimônio do porto público, construída ou a ser construída por empresa privada ou entidade pública para a movimentação ou movimentação e armazenagem destinadas ou provenientes de transporte aquaviário”.

Arrendamento de Instalação Portuária é a "cessão onerosa de área e infraestrutura públicas localizadas dentro do porto organizado, para exploração por prazo determinado", uma modalidade de privatização das operações portuárias.

Visão Geral

Estações de Transbordo de Cargas (ETC) situadas no distrito de Miritituba, município de Itaituba (PA), e na Vila de Santarenzinho, município de Rurópolis (PA):

Cargill, Cianport, Chibatão (em fase de estudos), Hidrovias do Brasil, Louis Dreyfus Company Brasil S.A. – LDC (em fase de licenciamento), Unitapajós e Bertolini.

As ETC's dos distritos de Miritituba e Santarenzinho, e os Portos de Santarém e Barcarena, no Pará, além do Porto de Santana, no Amapá, são fundamentais na integração dos modais, pois sua localização estratégica permite a implantação de diversos complexos portuários que, integrados às frotas fluviais e navegando em comboios, reduzem as dificuldades hoje enfrentadas com a falta adequada de infraestrutura nacional para escoamento das grandes safras.


ETC Cargill

A Cargill, uma das maiores empresas da indústria de alimentos, conta com a ETC em Miritituba, distrito de Itaituba (PA), que serve como um intermédio para levar as cargas que chegam em caminhões através da BR-163 e seguem em barcaças pelo Rio Tapajós até o terminal da Cargill em Santarém (PA), de onde são exportadas. O empreendimento tem o objetivo de contribuir com a melhoria do sistema de escoamento da produção agrícola mato-grossense, especialmente de milho e soja.


ETC Cianport

A ETC da Companhia Norte de Navegação e Portos S.A – (Cianport), joint venture criada pela produtora de grãos Agrosoja com a trading Fiagril, destina-se à movimentação de cargas produzidas no centro-oeste para o distrito paraense de Miritituba, onde são transferidas para barcaças e transportadas até o Terminal de Grãos no Porto Organizado da Companhia Docas de Santana, no Amapá, aumentando a possibilidade de exportação pelo Oceano Atlântico. O escoamento também deverá contar com a opção do Terminal de Uso Privativo (TUP), em construção, na Ilha de Santana (AP), consolidando um sistema de logística que irá operar o ciclo completo, da lavoura ao porto, do centro-oeste ao Arco Norte, pelo estado do Amapá.


ETC Chibatão

O Grupo Chibatão é considerado o maior complexo portuário da América Latina, responsável por 80% de toda a movimentação de cargas do Amazonas. A estação de transbordo de carga de Miritituba está em fase de elaboração do EIA/RIMA.


ETC Hidrovias do Brasil

A Hidrovias do Brasil S/A oferece soluções logísticas integradas de transporte e dentre elas está o projeto do corredor logístico chamado de “Operação Norte”, para o escoamento de grãos da região Centro-Oeste pelo Arco Norte do Brasil, com base nos pilares: Estação de Transbordo de Cargas (ETC) de Miritituba, distrito de Itaituba (PA); Terminal de Uso Privado (TUP) de Vila do Conde, em Barcarena (PA); o transporte hidroviário por comboios de transporte da carga de grãos pela Hidrovia do Tapajós até o porto de Vila do Conde e o transporte rodoviário de grãos do norte do Mato Grosso até Miritituba.


ETC Unitapajós

A Unitapajós - Navegações Unidas Tapajós, joint venture da Bunge com o Grupo Amaggi criada para operar no Corredor Norte pela hidrovia Tapajós, opera a ETC desde 2014, que faz parte do complexo portuário Miritituba - Barcarena, que envolve a Estação de Transbordo, em Miritituba, e o Terminal Portuário Fronteira Norte - Logística S/A, localizado em Barcarena, ambos no Pará.


ETC LDC Tapajós

A Estação de Transbordo de Carga (ETC) da Louis Dreyfus Company (LDC) Tapajós será instalada em Santarenzinho, distrito do município de Rurópolis (PA), para movimentar a carga de soja e milho das principais regiões produtoras do Centro-Oeste do Brasil. A LDC é uma comercializadora e processadora global de produtos agrícolas e essa nova ETC, atualmente em processo de licenciamento, receberá os grãos por meio de caminhões, pelas BR-163/230, que, em seguida, serão armazenados em silos e depois levados em comboios pela hidrovia Tapajós para os portos paraenses de Vila do Conde e Santarém para exportação. A LDC tem planos de construir seu terminal próprio na ilha de Marajó, o que não deve ocorrer antes de 2022.


ETC Bertolini

A Transportes Bertolini Ltda. planeja construir no Pará a estação de transbordo de carga na Vila de Santarenzinho, município de Rurópolis (PA) e dois estaleiros navais, em Santarém e Belém. ETC Bertolini terá conexão com a rodovia BR-163, de onde virão caminhões com cargas a serem transportadas em barcaças pela hidrovia Tapajós, com destino a outros terminais portuários. A expectativa é de que a ETC possibilite melhoria do sistema de escoamento da produção agrícola da região norte do Mato Grosso. Atualmente, a Bertolini opera nas instalações da Companhia Docas do Pará, em Miritituba, Itaituba (PA).



Terminais Portuários (TUP) em Barcarena (PA):

Hidrovias do Brasil S/A, Hydro, Imerys, Mineração Buritirama, TGPM, Termogás e Unitapajós.


TUP Hidrovias do Brasil

Ainda no mesmo Complexo Portuário de Vila do Conde, está o TUP Hidrovias do Brasil, responsável pela movimentação de grãos de soja e milho, especialmente provenientes do Mato Grosso, mas também do Pará, Maranhão e Tocantins, que chegam por hidrovias e rodovias. Com uma localização estratégica, a Operação Norte da HBSA é uma alternativa logística de grande relevância por atenuar o movimento dos portos de outras regiões brasileiras, além de contribuir diretamente para a redução do tráfego de caminhões, do custo logístico e do tempo necessário para escoar a produção para os principais mercados do agronegócio brasileiro.


Hydro Alunorte

A Hydro Alunorte, maior refinaria de alumina do mundo, é arrendatária do Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA), porto público gerenciado pela Companhia Docas do Pará. O berço interno, arrendado pela Hydro Alunorte, é destinado à exportação de alumina e à importação de coque, piche e carga geral. Grande parte da produção é destinada à exportação para países como Canadá, Noruega e Emirados Árabes.


TUP Imerys

O TUP Porto Murucupi é o terminal da Imerys, maior beneficiadora de caulim do mundo. Está em funcionamento desde 1996, quando começaram as operações da empresa no Brasil e é utilizado exclusivamente para o embarque do produto extraído pela empresa.


TUP Buritirama

A Mineração Buritirama produz e comercializa minério de manganês para os mercados nacional e internacional e prevê a instalação do Terminal Buritirama, em Barcarena (PA), que deve começar a operar em 2020 para a movimentação de grãos e de minerais. Com a consolidação dos demais projetos interligados do Arco Norte, como a Ferrovia Lucas do Rio Verde (Itaituba) e Açailândia (Barcarena), melhorias na BR-163, e o derrocamento do Pedral do Lourenço na Hidrovia Araguaia-Tocantins, prevê-se um crescimento na movimentação de carga portuária da Mineração Buritirama.


TUP TGPM

O Terminal de Grãos Ponta da Montanha (TGPM), em Barcarena (PA), uma joint venture da empresa norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) e da anglo-suíça Glencore, está em operação desde 2017 e tem acesso multimodal pelo rio Pará, onde se vincula às principais rodovias da Amazônia, e pelos rios Tocantins, Amazonas, Tapajós e Madeira. Atualmente passa por obras de ampliação para aumentar a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição de grãos.


TUP Termogás

A Termogás prevê a instalação do Terminal de Regaseificação Gás Natural Liquefeito (GNL), em Barcarena (PA), para receber o gás liquefeito do mercado internacional. Dentre os clientes previstos para esse terminal estão a concessionária Companhia de Gás do Pará, grandes consumidores industriais e usinas termelétricas.


TUP Unitapajós

A Unitapajós (Navegações Unidas Tapajós), uma joint venture entre a AMAGGI e a Bunge opera o Terminal Portuário de Barcarena (PA). Os grãos produzidos principalmente em Mato Grosso chegam a Miritituba pela BR-163, são carregados em barcaças, seguem para Barcarena e são finalmente colocados em navios com destino à exportação.